segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O começo do infravermelho

Os filmes infravermelhos oferecem aos fotógrafos a oportunidade de criar imagens surrealistas com contrastes fortes‚ céus tempestuosos e vegetação branca. Qualquer cena do cotidiano se transforma em algo fora do comum‚ bizarro. Utiliza-se muito esses filmes para paisagens‚ mas os retratos se tornam muito interessantes também‚ já que as imperfeições e as rugas são eliminadas deixando rostos de pessoas idosas com um aspecto certamente surpreendente. O tom pastel da pele – tanta clara como escura- adquire um tom mais suave‚ com aparência de cera.Os lábios pegam o mesmo tom da pele‚ a não ser que a modelo esteja usando batom muito escuro. O filme infravermelho elimina manchas e outros defeitos de pele‚ torna escura a parte branca dos olhos e reforça o efeito de olhos vermelhos. São fabricados pela Kodak‚ Konica e Ilford. Todos fabricam o formato 35mm‚ mas só a Konica fabrica o formato 120mm.Fatos fundamentais – Todos os filmes contêm cristais de haleto de prata sensível à luz. A sensibilidade natural desses filmes é restrita aos raios ultravioleta e ao “final azul” do espectro – distância de onda entre 300nm e 500nm (nm = nanômetro = 1/1.000.000.000m). Para abranger todo o espectro visível do azul ao vermelho – 400nm a 700nm – tinturas especiais são adicionadas à emulsão. O mesmo princípio básico é usado para expandir a sensibilidade do filme para dentro da “área infravermelha”. Kodak High Speed vai mais além‚ com sensibilidade aproximando os 900nm. Konica 750nm alcança um pouco além dos 800nm‚ enquanto Ilford SFX200 apenas “toca” o infravermelho com seus 740nm. Para que se possa reproduzir imagens de qualidade com características infravermelhas‚ a sensibilidade natural do filme é mantida. Para absorver indesejáveis luzes ultravioleta e azul‚ é preciso usar um filtro.Filtro e sensibilidade – Para o filme Kodak High Speed‚ recomenda-se que os filtros sejam vermelhos‚ tais como os 25 ou 29‚ ou então os visualmente opacos/filtro transmissor infravermelho como o 87. O filtro opaco é a garantia de que você estará usando somente os raios infravermelhos. Mas ele causa problemas quando usado em máquinas SLR‚ já que escurece demais o visor. A sensibilidade do filme varia de acordo com a luz e o filtro usado. ã luz do dia ponha o filme a ISO 50 com o filtro vermelho e ISO 25 com o filtro 87. Usando luz de tungstênio‚ a sensibilidade equivale a ISO 125 e 64. Alguns fotógrafos consideram os dados publicados pela Kodak um tanto conservadores e sempre dobram a sensibilidade recomendada pelo fabricante. A Konica recomenda o filtro vermelho ou laranja. A sensibilidade em ISO não é fornecida‚ mas pode-se sugerir 1/60seg com f/5.6 à luz do sol. Isto é equivalente à escala próxima do ISO 12‚ f/16. O filme Ilford SFX produz sua mais distinta aparência infravermelha com filtro vermelho profundo‚ tal como o B W 92. Recomenda-se ISO 25. Todas as recomendações de ISO levam em consideração o efeito do filtro. Não use o filtro opaco com o filme Konica 750nm ou Ilford SFX. Luz e tempo de exposição – A luz do dia‚ o flash e luz tungstênio são todos adequados para a fotografia infravermelha. Mas os fotômetros‚ sejam integrados à máquina ou o de mão‚ foram feitos para medir apenas a luz visível. Por isso a leitura da luz deve ser tratada como um ponto de partida ao invés de leitura exata. Sempre que possível repita as imagens com aberturas de diafragma variando em mais ou menos 1 ponto. A leitura feita com o fotômetro de mão pode ser feita normalmente. Porém‚ a leitura feita pelo fotômetro integrado à máquina requer cuidados especiais. Pode-se optar por uma das duas técnicas a seguir. A primeira é o método “universal” indicado para qualquer combinação filme/filtro: * Ponha a sensibilidade recomendada do filme. * Tome nota da leitura do fotômetro sem o filtro na máquina.