segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Divulgação ou portfólio qual é melhor?

É cada vez mais comum que fotógrafos de casamento encontrem nos blogs – e nas mídias digitais em geral – uma poderosa ferramenta para a divulgação de seus trabalhos. E não há nada de errado nisso. Desde que‚ o fotógrafo possua autorização para isso. Sempre atento às principais angústias da categoria‚ o advogado e fotógrafo José Roberto Comodo abordou o tema em sua coluna na revista P&I‚ edição #76.

Primeiro‚ Comodo explica que o fotógrafo – como criador – tem todo o direito de usar o que produz para montar o seu portfólio. Se for para este fim‚ não é necessário pedir nenhum tipo de autorização de uso de imagem. O que não se pode é confundir portfólio com divulgação. “Portfólios são‚ tecnicamente‚ ‘folhas que eu porto’‚ impressas ou em outra mídia‚ mas com o mesmo efeito: mostrar o meu talento para possíveis clientes”‚ define Comodo.
O advogado explica que não se trata de um portfólio a exposição das imagens dos noivos e convidados em sites‚ blogs‚ Flickrs‚ folhetos‚ cartões de visita e afins. Segundo ele‚ o fotógrafo só pode utilizar as imagens dos noivos para divulgação‚ mediante sua autorização expressa em contrato‚ como ele exemplifica: “Os noivos autorizam pelo período ‘x’ de meses‚ a utilização das fotografias para fins de divulgação‚ publicitária ou não‚ em mídias impressas e digitais‚ bem como na internet”.

Mas vale lembrar que‚ o contrato só está sendo assinado pelos noivos. O que significa que a autorização só é válida para as imagens em que o casal e os detalhes do ambiente apareçam em destaque. “Isso quer dizer que‚ juridicamente‚ essa cláusula não permite que o fotógrafo saia usando imagens onde apareçam com destaque os padrinhos‚ crianças e outros convidados – pelo simples motivo de que eles não assinaram autorização alguma”‚ finaliza Comodo.