quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

HDR natural

 “Uma cena que é natural ao olho pode ser impossivel de captar com uma foto comum”
A sigla HDR é uma das modas atuais na fotografia digital. Significa high dynamic range (elevado ALCA dinâmico) e refere-se ao processo de combinar em uma única imagem várias fotos da mesma cena com exposições diferentes, registrando uma latitude muito mais ampla do que seria possível com uma única fotografia.

As câmeras estão se tornando mais e mais sofisticadas, mas ainda não podem competir com o alcance dinâmico do olho humano. Uma cena de alto contraste que parece perfeitamente natural ao olho pode ser impossível de capturar em uma foto convencional. O fotômetro da câmera é programado para medir a luz total na cena e selecionar uma exposição media. Em cenas de alto contraste usando essa leitura de luz media, o alcance dinâmico limitado do sensor gera sombras subexpostas e altas-luzes estouradas.

Programas como o photoshop e o Photomix produzem imagens HDR que podem representar a cena de maneira mais semelhante ao que os nossos olhos enxergam nela – desde que sejam utilizados com esse critério. O HDR é um método que procura alargar o alcance dinâmico de uma foto. Isto é, representar melhor tanto as áreas mais escuras quando as mais claras, criando vários pontos de ajuste em uma única fotografia.

Quando você ajusta os níveis de uma imagem, está fazendo algo parecido com isso, já que essa configuração permite mexer em áreas isoladas da fotografia. Porém, ao fazer isso com uma única imagem, o resultado não consegue ser perfeito.

Na década de 40, um fotógrafo pensou em usar várias imagens, com exposições diferentes, para criar uma única fotografia com um alcance dinâmico enorme. Dessa forma, você pode criar pontos de ajuste para cada área, de acordo com a luminosidade, e conseguir resultados impressionantes e muito mais parecidos com a realidade.

Apesar de ser possível criar fotos HDR até com o celular, nesse caso a qualidade e o formato da imagem importam, e muito. Arquivos JPG possuem, por limitações da extensão, um alcance dinâmico curto, portanto é recomendado o uso de fotografias em RAW. Se a sua câmera não possui essa configuração, então use a melhor qualidade possível.
Você já capturou as três ou mais imagens necessárias e tem certeza de que está tudo certo. Então, é hora de começar a edição. Nós vamos usar como exemplo o software Photomatix, que não é gratuito, porém possui uma versão de teste com a qual é possível trabalhar por tempo ilimitado. O Photomatix possui uma versão para o Windows e também pode ser usado no Mac.
Clique aqui para ver outras opções de programas e sinta-se livre para usar o software da sua preferência. Apesar das versões anteriores do Photoshop não possuírem ferramentas completas para essa técnica, o CS6 trouxe opções mais refinadas para se trabalhar com o HDR, portanto você pode usá-lo também se preferir.

O Photomatix é muito fácil de usar: faça o upload das imagens que você quer usar e deixe que ele faça todo o trabalho difícil, que é juntar todas elas em uma só. Você só vai precisar fazer configurações manuais para ajustar a quantidade e as opções do efeito, o chamado “Tone Mapping”.
O momento da captura é importantíssimo, e você precisa ter calma e fazer vários disparos até conseguir as três imagens que serão usadas. Apoie a sua câmera com o auxílio de um tripé ou um apoio fixo, tendo certeza de que ela ficará completamente parada o tempo inteiro. Se você tiver um controle remoto com ajuste de exposição, use-o.
Você precisa de um tripé firme para garantir que cada foto esteja alinhada com a seguinte,  e também evitar qualquer movimento da câmera durante tomadas de longa exposição.
Deixe a sua câmera no modo manual e use o fotômetro para medir a cena, ajustando a exposição para que ele marque o valor “-2,00” e deixe a foto escura. Agora, sem mexer a posição da máquina, configure a exposição até que o fotômetro marque o centro, que corresponde a zero.
Antes de instalar a câmera no tripé, ajuste-a para o modo de medição pontual (spot metering), coloque sua câmera no tripé e faça a fotometragem normal. Comece com uma imagem parada, como uma paisagem. Assim você tem tempo de medir e deixar tudo nos conformes. Agora, este é um ótimo exemplo de precisar ‘re treinar’ seu cérebro sobre o quesito níveis de luz. Lembre-se, quando está lá, na cena, seu cérebro consegue entender e acompanhar tudo. Você preenche as áreas escuras com luz e não existe nada tão brilhoso que não consiga ler. Mas fazer uma boa foto da Times Square sem HDR é praticamente impossível. Tenha isso em mente quando estiver passeando pela casa, pela vizinhança ou dirigindo pela cidade – você está realmente acreditando que seu cérebro pode filtrar os níveis de luz e sua câmera não pode. Em seguida, rapidamente, mas com delicadeza, aumente em dois pontos o tempo de obturador (1/4 de csegundo) e tire outra foto.Continue aumentando o tempo e tirando fotos com dois pontos de diferença, até chegar à exposição das luzes de 1/1000s.
Caso a sua câmera permita fotos em RAW ou JPEG, poderá optar por um desses dois formatos, mas lembre-se que as fotos em RAW sempre oferecem mais opções na pós-produção pois contém mais informações, principalmente de alcance dinâmico. Entenda que as fotos tiradas em JPEG possuem uma profundidade de cor de 8-bit por canal. Isso quer dizer que são processadas cores de 0 a 255, do preto ao branco, em cada canal. Arquivos com profundidade de cor de 16-bit possuem mais fidelidade de cores, inclusive do preto e do branco, pois contém mais informações de cor em cada canal. O intervalo entre as imagens de 8-bit e 16-bit é chamado de alcance dinâmico – muito mais detalhes e fidelidade de cores são encontrados nas imagens de 16-bit, simplesmente porque existem mais informações sobre a luminosidade de cada pixel quando temos um intervalo maior de valores de luminosidade em cada canal. Por causa desta limitação do JPEG, normalmente fotos HDR são feitas a partir de imagens em formato RAW.