segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Grandes angulares e olho de peixe

Trinta pessoas espremidas contra a parede de um pequeno salão para a foto de reunião de ex-alunos. Com uma grande-angular, essa cena é administrável. Há grandes-agulares – lentes com campos de visão expansíveis – com distâncias focais de 10 a 35 mm, assim como com diversos zooms. Elas oferecem estabilidade e uma profundidade de campo muito maior, permitindo fotos à mão com baixa velocidade do obturador. Além disso, dão oportunidade de criar planos e composições complexas. Mas também podem alterar as proporções, exagerando o primeiro plano e diminuindo o fundo. Se as grandes-angulares são mexidas para cima e para baixo, linhas verticais convergentes aparecem – um efeito conhecido como “trapézio”.

O flare pode ser um problema com as grandes-angulares. Use sua mão ou um papelão para proteger as lentes do sol – mas fique atento para manter a proteção fora do quadro.
Olho de peixe pode ser usada para obter efeitos dramáticos ou cômicos, mas distorce os detalhes nas bordas de uma foto. Matej Skasto/Sua Foto National Geografic Vysoké Tatry, Eslováquia
As grandes-angulares com um campo de visão de cerca de 180 (distância focal: 10 mm) são chamadas de olho de peixe. Elas podem produzir fotos dinâmicas, mas vão distorcer a imagem. Linhas retas nas bordas aparecerão como curvas. As lentes olho de peixe têm uso ilimitado, como tirar fotos dentro de um submarino.
Olho de peixe


Uma grande-angular permitiu que o fotógrafo, em um helicóptero ou avião, captasse todas as formações rochosas e cânions até bem longe. O toque da luz do Sol baixa no horizonte faz as cores se combinarem de forma mágica e ficarem visíveis brevemente, e apenas em certos momentos. Tim Fitzharris/Minden Pictures Wotans Throne, Parque Nacional Grand Canyon, Arizona, EUA