quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Fotografia de moda

A ousadia de um jovem olhar na fotografia de moda
Com uma perspectiva peculiar sobre o mundo fashion, o paulista Cadu Assalin integra a lista da nova geração de talentos fotógrafos da alta costura e publicidade

Na imaginação de algumas pessoas, a figura do fotógrafo de moda é rodeada de encanto e puro glamour – não é a toa que grande parte dos aspirantes a esta área se entusiasma com o assunto, sem ter ideia de este é um tipo de trabalho que vai muito alem de produzir belas imagens de lindas modelos em trajes super-fashions.

Para conquistar o mundo da alta-costura é preciso conhecer o meio, ter bons contatos, saber das tendências em roupas, acessórios, cabelo e maquiagem – e muitas vezes nem isso basta. Para alguns é necessário atravessaras fronteiras e mostrar o trabalho em terras estrangeiras, para sacudir o mercado nacional e só assim ganhar o devido reconhecimento.
Foi assim com Cadu Assalin: um jovem fotografo paulistano, possuidor de um olhar peculiar e cinematográfico. Ele já mostrou em Londres (Inglaterra), Vermont e Nova York (EUA) como as fotografias dele podem retratar o mundo fashion por inúmeras vertentes, de forma ousada e criativa. Durante a sessão não se importe em conversar. Eleve o papo e vá além da conversa de elevador. Pessoas se soltam quando ficam um pouco mais íntimas do fotógrafo. Continue fazendo isso enquanto mexe nas luzes, diga coisas engraçadas… deixe o clima leve para que a pessoa consiga se soltar para as lentes.

Moda e a fotografia são duas artes que, em conjunto, podem ser uma explosão de criatividade e um verdadeiro delírio visual. Para conseguir esse fator surpreendente, é preciso pensar “fora da caixa”, ou seja, brincar com todas as regras da fotografia. Experimente com composições diferentes, com ângulos distintos e com mais ou menos iluminação, para ambientes naturais ou dramáticos.

Para trabalhar nesta área é preciso, acima de tudo compreender o que está na moda, mesmo que você trabalhe com uma equipe completa de produtores, estilistas, maquiadores e cabelereiros. Há casos em que a modelo encana que quem deve decidir tudo é apenas o fotógrafo, imagine uma pessoa desinformada tendo que combinar roupas e escolher as melhores cores para a maquiagem ou até o melhor penteado. Mas, se formos parar para pensar é assim mesmo que deve ser feito, afinal o resultado final levará o nome do fotógrafo, portanto ele deve sempre dar opiniões e mudar o que achar necessário.

Misturar prazer carnal com trabalho é inaceitável, o fotógrafo nunca deve cobiçar a modelo – o que também vale para as fotógrafas.
Desfile é bom, mas também é cansativo. Se você deseja trabalhar nas passarelas esteja preparado para correr, se espremer e tomar algumas cotoveladas, principalmente se a ideia for encarar grandes semanas de moda pelo mundo. Eu fotografei o São Paulo Fashion Week e sei bem o que estou dizendo, todos os fotógrafos se respeitam, mas a luta pelo melhor ângulo é inevitável e a sequência de desfiles faz você perder alguns quilinhos para trocar de sala às pressas.

É preciso ter simpatia e saber dirigir modelos. Muitas modelos não sabem como devem agir, qual posição fazer, se devem ou não sorrir, por isso é necessário estar preparado para situações como esta. Isso você só conquista com a prática, não é o tipo de coisa que se aprende em cursos apesar de alguns tentarem. Durante a sessão não se importe em conversar. Eleve o papo e vá além da conversa de elevador. Pessoas se soltam quando ficam um pouco mais íntimas do fotógrafo. Continue fazendo isso enquanto mexe nas luzes, diga coisas engraçadas.
Ao contrário de quando fotografamos modelos profissionais é muito interessante manter uma certa humanidade enquanto fotografamos gente comum. Conversar, se interessar e, basicamente, criar um vínculo, nem que seja só durante a sessão, com aquela pessoa é bom para a vida e bom para os negócios.
Para Cadu Assalin, que trocou a claquete (ele é formado em Cinema pela Faap) pelos flashes de estúdio da sétima arte o ajudou a inserir uma linguagem singular nos enquadramentos, iluminação, ângulos e fluxo de imagem da fotografia de moda que produz.
É preciso ter iniciativa, criatividade e conceitos diferenciados para produzir imagens que tenham estilo próprio. Raramente o fotógrafo participa das reuniões de pauta de editoriais de revistas, ele é contratado, recebe uma breve explicação do produtor e tem que se virar com o que aparecer para ser registrado. Portanto esteja preparado.
Nem tudo são flores. Existem desfiles muito demorados, modelos muito chatas, estilistas insuportáveis, maquiadores e cabeleireiros que se julgam mais importante que o fotógrafo. Quando mais você crescer no mundo fashion, mais você encontrará pessoas de egos inflados, esteja preparado para isso também. Durante a sessão não se importe em conversar. Eleve o papo e vá além da conversa de elevador. Pessoas se soltam quando ficam um pouco mais íntimas do fotógrafo. Continue fazendo isso enquanto mexe nas luzes, diga coisas engraçadas… deixe o clima leve para que a pessoa consiga se soltar para as lentes.
O trabalho comercial é de muita responsabilidade para o fotografo, pois implica compromisso com iluminação, locação, equipe e cronograma. Estude sempre. Como já mencionei anteriormente, o fotógrafo deve manter-se atualizado sobre o mundo fashion, dedicar alguns momentos à pesquisa de maquiagem e moda, assistir desfiles, fotografar desfiles simplesmente para praticar, envolver-se com produções de roupas e buscar inspirações na arte e na literatura.