terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Fotografia de ação

Fotografando objetos em movimento
Nem tudo que vai ser fotografado fica parado e faz pose. As coisas se mexem, pulam e correm – de crianças na praia a motociclistas sujos de lama e animais selvagens. No entanto, strobes eletrônicos especializados podem congelar uma bala no meio de sua trajetória. Fotógrafos de insetos e pássaros usam flash em uma variação pequena porque as durações resultantes – tão baixo quanto 1/30 000 segundo com algumas unidades – podem congelar qualquer ação.
Mesmo com a luz natural, podemos congelar quase qualquer ação. Uma alternativa é borrar o fundo para acentuar a velocidade do objeto fotografado ou borrar próprio objeto para simbolizar o movimento.

Ao fotografar esportes e outras ações, podemos tirar fotos no “auge do movimento”, quando o objeto parece estar quase parado no ar. Congelar a ação é uma das técnicas mais importantes e comuns, em parte porque pode revelar detalhes do movimento que muitas vezes enganam a olho nu, por exemplo, captando as manobras aeronáuticas um martim-pescador quando pousa no galho de uma figueira.
A velocidade depende da câmera
A velocidade do objeto fotografado depende não apenas do movimento mas também de sua distancia em relação à câmera, da direção da trajetória e da distância focal da lente.  Quanto mais rápido, mais perto ele está e, quanto maior a distância focal, mais rápida deve ser a velocidade do obturador para congelar o movimento.
Muitas ações podem ser paradas com um obturador a 1/500. Com esse ajuste, o objeto não se move o suficiente durante a exposição para formar imagens múltiplas no sensor, que é a essência do efeito borrado.
Se o Zeca estiver correndo direto para você em boa luz, o movimento relativo à câmera é mínimo, então a velocidade de 1/500 pode ser adequada.
Se ele estiver correndo na horizontal ao longo do quadro, no entanto, a velocidade do obturador deve ser a de 1/1000.
Um objeto mais próximo da câmera cobre o espaço ao longo do sensor digital mais rápido do que o que está longe, então talvez seja preciso um obturador a 1/2000,  desde que o nível da luz permita.
Se a velocidade do obturador disponível não for adequada, um ISO mais alto – como 800 – permitirá que se consiga velocidades mais altas do obturador. O ISO alto pode resultar em um pouco de “grão” na imagem, mas isso deve ser melhor do que um objeto borrado.
Congelar a ação – como quando um motociclista desacelera para fazer a curva – pode revelar detalhes que não vemos a olho nu. Robin Hynes/National Geografic My Shot Ilha de Man, Reino Unido
Se o fotografado estiver correndo ao longo do quadro, lembre-se de compensar a velocidade na qual ele estiver se movendo antes de disparar o obturador. Se não, você pode cortar parte do objeto que quer mostrar.

Para captar o salto de um animal, é preciso uma velocidade do obturador muito rápida, que diminui a luz que  atinge o sensor e exige um ISO mais alto. Bruce Dale Reserva de caça de Marsabit, Quênia
Efeito borrado
Quando um erro vira uma imagem criativa? Quando um objeto em movimento é fotografado sem querer e sem os ajustes necessários e ainda assim se consegue uma imagem agradável. O borrado (blur) pode significar um foto perdida, mas se usado de maneira intencional também pode ser um técnica artística útil. Vemos grande parte do mundo fora de foco. Estamos acostumados a paisagens borradas pela janela na estrada. A nitidez é o que esperamos poder ler.
Isole a nitidez
O jeito mais obvio de criar uma ação borra é usar velocidade do obturador mais lenta que 1/60. Ela vai flutuar ao longo do sensor, criando varias imagens. Outra técnica é manter parte da imagem focada. Isso pode ser obtido com o “flash de sincronia lenta”, que dispara o flash durante uma exposição longa. Uma imagem parecida surge se a câmera está no tripé e o obturador é aberto por 1 minuto ou mais; as partes em movimento ao redor do centro de interesse ficam borradas, mas o objeto parado fica fora de foco.
Fachos de luz
Outra situação para usar o borrado é nas ruas da cidade a noite – quando os carros aparecem com os feixes de luz e os prédios ficam em foco. A água e rios é borrada para dar uma aparência suave e leitosa de movimento, pois a ação congelada tende a mostrar a água em um estado visualmente natural – parada. Ele também pode ser útil em eventos esportivos, especialmente em corridas motorizadas. Um carro em alta velocidade congelado não dá nenhuma dica de movimento – poderia estar estacionado. Mas, ao escolher uma velocidade de obturador mais lenta e borrar as rodas, a foto ganhar a sensação de energia e velocidade.
Tente diferentes velocidades do obturador para ver como cada ajuste afeta o movimento. Comece com 1/30 de 1 segundo e chegue a 2 ou 3 segundos.

Conforme a multidão gira, o rei permanece no centro, resoluto. Uma velocidade de obturador lenta e um foco continuo, graças ao tripé, capturam o movimento dos visitantes do museu em torno do objeto que estão olhando. Até mesmo os reflexos na redoma do vidro estão borrados, mas a escultura dentro dela permanece nítida.