quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Fotografar água

Tire o máximo proveito de suas fotografias de água e brinque com novas técnicas
A água é um assunto formidável para fotografar e é algo que pode ser encontrado em diferentes contextos. Quando se pensa em água, é fácil penar simplesmente nas vastas extensões abertas de rios e costas. No entanto, existem muitos assuntos diferentes e uma variedade de técnicas de fotografia que são ótimas para fotografar a água e que farão você melhorar suas fotos cada vez mais.

A água está disponível para a maioria das pessoas. Se você tiver sorte de morar perto da costa ou próximo a uma vasta extensão de água, terá ainda mais oportunidades e técnicas para treinar. Você pode até tentar verificar a água em diferentes períodos do dia para testar reflexos, pôr do sol e diferentes animais selvagens.  Ou você pode tentar ser criativo com a velocidade do obturador e filtrar um lento efeito véu de noiva, que sempre fica muito bom.

Mas não importa onde você more, sua localização não deve fazê-lo desistir de incluir a água como assunto de suas fotos. Ela pode se sobrepor a outros objetos da foto ou simplesmente servir de apoio. Tente usá-la como um objeto de macro, fotografar na chuva, ou usá-la apenas para refletir seu assunto principal. Mostraremos como fazer isso e mais no decorrer de nossa matéria.
A maioria das câmeras oferecem a opção de velocidades extremamente baixas que não são frações de segundos e sim em segundos como 1s, 5s e 10s (câmeras pro e semi-pro permitem ainda 20s, 30s ou mais). Estas são usadas em situações de muito pouca luz, quando você deseja obter um efeito especial e/ou quando está tentando capturar muito movimento em uma cena. Na imagem acima por exemplo eu usei na frente da lente um filtro polarizador para retirar o reflexo na água e um filtro de densidade neutra de valor 8 que bloqueia a luz em 3 stops. Usando uma abertura f/36 eu consegui fazer uma exposição de 0.4 segundos, registrando o movimento da água como "véu de noiva" mesmo num dia de muito sol.
Quando o tempo fecha e resolve chover é o dia que normalmente não se tem vontade de sair de casa pra fazer nada. Mas a chuva também pode ser amiga do fotógrafo e render ótimas fotografias, é só preciso saber aproveitar bem esse momento. Em dias chuvosos você pode conseguir captar a luz difusa das nuvens que nublam o céu e registrar o efeito maravilhoso que a água dá na paisagem, mas lembre-se: tome cuidado com o seu equipamento. É com esse tipo de sensação que se pode abusar do contraste do preto&branco e brincar com um ISO mais elevado para aumentar a granulação da imagem.
Ao fotografar água corrente, como quedas de água ou cachoeiras, a baixa velocidade tende a criar um efeito muito interessante conhecido como “véu de noiva”.

Então, para realizar esse tipo de fotografia, é indispensável o uso de um tripé, para utilizarmos velocidades como 1/8, 1/4 ou até segundos. Tudo depende da iluminação. Em nosso exemplo, usaremos uma velocidade bem baixa, por isso, será necessário fechar bastante a abertura. Mas a foto ainda pode ficar super exposta, mesmo se você usar a menor abertura possível de sua lente. Portanto, tenha em mãos um filtro que escureça suas fotos.
Um dos problemas mais comuns na fotografia de praia é que, onde há amplos espaços abertos com um grande horizonte ininterrupto, o horizonte fica inclinado. É preciso atenção para manter o horizonte linear dentro de seu alvo. Como alternativa, considere colocar o seu horizonte fora do centro da foto. Assim você pode deixar a foto cortada.

O primeiro passo é colocar em sua lente um filtro polarizador, preferencialmente neutro, que evitará que uma grande quantidade de brilho emitido pelo contato dos raios solares com a água “inundem” a sua imagem. O uso de filtro também eliminará os reflexos indesejados em sua fotografia.
Já se você quer um efeito de chuva mais suave, como se a chuva fosse pequenos riscos na foto é só abaixar a velocidade para 1/60 ou menos.

Posteriormente, posicione sua câmera em um tripé diante do cenário que será fotografado, à beira do mar, rio ou cachoeira. Para esse último, muito cuidado para que o spray de água da cachoeira trazido pelo vento, não molhe o seu equipamento.
Para alcançar o dito efeito leitoso, em que a superfície do mar ou rio torna-se branco, ou, o popular efeito “Véu de Noiva” em cachoeiras, é preciso configurar sua câmera em baixa velocidade e com alto tempo de exposição: Efeito congelado – tempo de exposição: 1/1000th segundos. Efeito com o desenho de linhas ou estrias na água – tempo de exposição entre 1 e 2 segundos. ISO com valores entre 80-100. Abertura do diafragma em f 22-f 36
Fotografar o movimento das águas de um rio, do mar e das cachoeiras é um grande desafio para qualquer fotógrafo.
Para alcançar uma boa fotografia desse tipo depende-se de uma série de fatores como, o tempo, os equipamentos e o domínio de algumas técnicas fotográficas.
Quem deseja realizar esse peculiar e bonito efeito em que se vê o movimento de águas correntes paralisado, esfumaçado e com um aspecto leitoso, é preciso, primeiramente, de uma câmera fotográfica em que se possa ajustar manualmente e com precisão o tempo de exposição e abertura do diafragma, nesse caso, são os modelos Bridge, DRSL e HDRSL. Escolhida a câmera, resta agora, arrumar um tripé e filtros polarizadores. Mencionamos também, no parágrafo anterior, o fator climático, isso é, em dias chuvosos a água costuma estar removida, com sedimentos suspensos, o que acarreta uma cor mais escura e pouco translúcida, o que fará que suas imagens percam a qualidade e cores no efeito em questão.
Aprenda como criar um efeito véu de noiva
O movimento da água não é algo que possa ser registrado com facilidade. Uma foto normal apenas congelará a água no lugar. No entanto, diminuir manualmente a velocidade do obturador permite obeter o efeito desejado.
O uso do tripé é fundamental para obter o efeito “véu de noiva”, porque é necessário utilizar uma velocidade baixa. Você até pode improvisar apoiando a câmera em uma lugar estável, tal como uma pedra, mas precisará tomar cuidado redobrado para não molhar o equipamento.
Outro acessório importante é o filtro polarizador. Com ele acoplado à sua lente, é possível filtrar determinados raios de luz para diminuir os “clarões” e atenuar partes superexpostas da imagem.

Com o filtro também é possível atenuar reflexos na água e capturar detalhes que foram ocultados.

Uma das configurações mais recomendadas é utilizar uma ISO baixa (80 a 100), 0,8 de segundo de exposição e pequenas aberturas, como a F11. Em câmeras compactas que não permitem ajustes como velocidade do obturador e abertura, teste os modos paisagem ou mesmo o automático, que define detecta de forma autônoma o necessário para fotografar o ambiente. Nestes equipamentos, opte pela configuração luz do dia, para obter cores naturais.
Para exposições maiores que 1 segundo, o tempo nublado pode ajudar a obter imagens melhores do que com o tempo ensolarado. Isto porque o ambiente iluminado com a luz solar pode tornar a imagem superexposta. Experimente configurações diferentes e combinações com tempo de exposição variando de 0,02 a 30 segundos.