quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Fotografando a natureza

Na maioria dos casos, a luz da manhã ou do fim da tarde é melhor para conseguir boas fotos de natureza. “Fotógrafo de natureza precisa acordar cedo, quando a luz é mais suave. Com o sol a pino, as sombras são muito duras, não são bonitas, diz. É claro que toda a regra tem sua exceção e sob o sol forte é possível conseguir boas fotos de contraste, com brancos e pretos. Na contraluz, é possível revelar o translúcido ou os contornos de um objeto.

Mais de 90% das minhas imagens são captadas nos momentos imediatamente antes e a seguir ao nascer e por do sol. Durante estes dois períodos do dia o sol está posicionado num ângulo baixo, a luz rasante e dourada cria longas sombras horizontais que conferem profundidade ás imagens e em simultâneo as texturas dos elementos são reveladas. Realizar uma sessão fotográfica ao pôr do sol é fácil para qualquer fotógrafo, devemos chegar com alguma antecedência e “bater” a zona à procura de potenciais enquadramentos para fotografar na hora mágica. Já a fotografia ao nascer do sol, exige um planeamento mais elaborado: teremos de ter estudado previamente o local a fotografar, ter força suficiente para sair da cama quando o despertador toca (no Verão o sol nasce bastante cedo, por isso  é perfeitamente comum acordar as 04:00 AM) fazer o percurso ainda na escuridão da noite e encontrar o local previamente escolhido para estarmos prontos no momento em que os primeiros raios de luz iluminam o spot escolhido.

Para o fotógrafo amador, levar uma lente zoom, que faz o papel de várias. Caso prefira fazer fotos com qualidade máxima, leve três lentes: a grande angular (de 24 ou 28 mm), a macro (80 a 100 mm) e a teleobjetiva (400 mm). Geralmente, é preciso se deslocar muito, então não leve uma mala muito pesada.
Para desenvolver técnica e estilo o fotografo precisa das melhores ferramentas a que tiver acesso, como câmeras, lentes e acessórios

O equipamento fotográfico – câmeras, objetivas, teleconversores, filtros, anéis de extensão, flash, rebatedores, tripé, monopé entre outros é o conjunto de ferramentas do fotografo. Apenas ferramentas. Não é recnica. A técnica é o conjunto de procedimentos de que ele se vale ao usar as ferramentas. Por norma, na fotografia de Paisagem Natural utiliza-se valores de ISO baixo (exº ISO 100, para se obter o menor ruído possível) conjugados com aberturas pequenas (exº f/22, para se obter a maior profundidade de campo). Como os ISOs baixos são pouco sensíveis à luz e uma abertura pequena significa que o diafragma da objectiva está mais fechado, então será necessário um tempo de exposição mais longo para a fotografia ficar exposta correctamente. Nesse sentido, um tripé robusto é uma ferramenta essencial para nos garantir que a câmara fica completamente estática durante a exposição.

Use lentes claras: Lentes claras são uma boa escolha. Apesar da mais comum delas, a 50mm f/1.8, não possuir uma distância focal absurdamente favorável, a grande abertura permite a utilização de velocidades maiores, o que pode ser útil na captura de, por exemplo, as asas de um pássaro.
Outro acessório essencial e que deverá ser utilizado em simultâneo com o tripé, é o cabo disparador que permite accionar o obturador sem termos contacto directo com a câmara através das nossas mãos. Nesse sentido as fotografias não ficam tremidas sempre que é necessário um tempo de exposição longo. Se não possui este acessório poderá sempre optar por utilizar o temporizador da sua câmara e evitar a trepidação causada pelo contacto manual com a câmara, mas há que ter em conta que esta será apenas uma solução de recurso. Veja-se o exemplo: se quisermos captar um momento numa fracção de segundo ou disparar no modo continuo, ainda que com velocidades lentas, só será possível através da utilização de um cabo disparador.

A partir do momento que comecei a utilizar filtros fotográficos as minhas fotografias ganharam uma nova dimensão, desde aí que não prescindo deles e na minha mochila acompanham. Filtro Polarizador Circular Elimina reflexos de superfícies não metálicas proporcionando cores mais intensas e maior contraste. É extremamente útil para acentuar o azul do céu, intensificar as cores da vegetação e revelar elementos que se encontram debaixo de água. Filtro de Densidade Neutra Filtro cinzento igualmente opaco a todas as cores do espectro e que, portanto, não afecta as cores finais da imagem. Utilizo quando pretendo aumentar o tempo de exposição e captar o movimento da água ou nuvens. Filtro Graduado de Densidade Neutra Serve para equilibrar as diferenças de luz existentes entre o que está acima e abaixo da linha do horizonte, uma vez que por norma existe sempre mais luz no céu. Na parte superior o filtro é cinzento e opaco enquanto que na parte inferior é totalmente transparente.
Há quem diga que fotografia de natureza é sinónimo de grande angular, se por um lado os filtros permitem um aumento de criatividade a inclusão de uma grande angular na nossa lista de equipamento permite a entrada numa nova dimensão. Estas objectivas apresentam um grande campo de visão e oferecem ao fotógrafo perspectivas de visão únicas.

Quando for se embrenhar pela mata para fotografar, vá acompanhado – de preferência com outra pessoa que goste de fotografar ou que tenha paciência para acompanhar o seu trabalho. “A tendência do fotógrafo é proteger a máquina, por isso quem escorrega costuma levantar os braços e se machucar mais”. Se acontecer algum acidente, o acompanhante poderá socorrê-lo ou buscar ajuda. Também é preciso tomar cuidado com os animais peçonhentos. “Esteja sempre atento a onde apoia a mão e, quando for andar muito no mato, use uma perneira para proteger-se contra picadas de cobra.” É recomendável também levar celular, GPS ou rádio nas saídas a campo.
Na hora de compôr uma foto, é preciso garantir que o assunto principal fique em evidência. Manchas brancas no fundo, por exemplo, distraem o olhar.
O seu elemento surpresa pode ser uma iluminação pouco usual, a neblina, uma onda no mar, linhas retas ou curvas, um objeto ou planta diferenciado, o arranjo das nuvens no céu, uma coloração impactante, um lens flare etc... Não importa o que for, a atenção precisa ser capturada para que a fotografia se torne chamativa.

Você pode utilizar a regra dos terços e o enquadramento para capturar esse elemento de destaque e deixá-lo mais visível, além do que, ele não precisa ser nada palpável. O que não pode acontecer é a fotografia ficar monótona, lavada. Na hora que você está vendo, é possível ver detalhes, árvores interessantes, cores diferentes, mas a câmera tende na “chapar” isso tudo, esconder os menores detalhes e unificar as cores.
É fundamental obter informações sobre o assunto fotografado. No caso dos animais, por exemplo, é preciso saber o comportamento deles, quais são venenosos, onde eles vivem, para obter boas imagens. “Além disso, o fotógrafo repassa informação sobre o assunto que fotografa.”
Para se obter boas fotografias macro é importante estar atento a um grande número de questões. A iluminação, a profundidade de campo e até mesmo a existência de temas secundários deve ser motivo de preocupação para o fotógrafo que se dispor a fotografar em close-up.
Para ter certeza que nada vai atrapalhar a visualização da sua macro, o ideal é contar com um fundo bastante desfocado, que irá destacar o seu tema de forma supreendente. Para obter esse efeito de fundo borrado, é necessário uma câmera que permita o ajuste de abertura, e deixá-la no menor número possível. Caso sua câmera não permita esse ajuste, não tem problema, se ela tiver um modo macro, é só selecioná-lo que essa opção deve ser feita automaticamente pelo equipamento.
A câmera
A ideia é tratar apenas de câmeras DSLR, as câmeras digitais reflex com objetiva intercambiável. A luz entra pela objetiva, reflete-se num sistema de aparelhos e num prisma no alto da câmera, e forma a imagem numa tela de foco onde o fotógrafo a vê através do visor. As câmeras compactas em sua grande maioria têm uma função macro que permite focalizar um objeto a 5 cm ou menos da câmera, dependendo da qualidade da lente. Para DSLRs, essas distâncias dependem da lente utilizada. Uma técnica que era muito utilizada nos tempos dos filmes e das câmeras mecânicas era inverter a lente, soltando-a da câmera e fazendo o foco aproximando ou afastando o conjunto do tema da fotografia. Os resultados dessa técnica são incríveis, e mesmo nas dSLRs modernas é possível fazer algo assim.

Literalmente, a fotografia macro é a fotografia onde o objeto fotografado e a projeção deste no filme (ou sensor digital) têm o mesmo tamanho. Ou seja, pensando em um sensor full-frame ou no filme 35 mm, o tamanho exato da área representada na foto teria que ser – idealmente – de 24 x 36 mm. Claro que conseguir essa precisão é muito difícil (e principalmente muito caro), então existe uma certa permissividade quanto a isso. Assim sendo, para se fazer macro, basta chegar bem perto – bem perto mesmo – do seu objeto, e fotografá-lo. Se vocês me perguntarem se eu tenho todo este equipamento a resposta é não, ainda não tive condições financeiras de adquitir uma lente 300mm F2.8.  Utilizo uma zoom  70-200mm F2.8 e uma fixa 300mm F4 com TC1,4x  (420mm F5.6) que me atendem muito bem até o momento.
Fotografar é mais que possuir equipamentos, técnica e narrativa. Uma boa fotografia é resultado, também, de uma boa oportunidade. Não é necessário ir à Amazônia ou à África para capturar uma boa imagem. É claro que alguns animais são impossíveis em certas regiões, mas fotografar os simples também pode ser desafiador. E sempre existe a possibilidade do final de semana na fazenda dos avós e de um passeio rápido ao zoológico. No último caso, insista em saber como os animais são tratados. Caso observe qualquer tipo de maltrato, por menor que seja, abandone o estabelecimento. Não dê credibilidade a locais onde os animais possam sofrer qualquer prejuízo. A segurança e o bem estar deles devem estar acima de qualquer ego e gana por conseguir uma boa fotografia; a menos, claro, que o objetivo da imagem seja justamente denunciar os maus tratos. 
O comportamento é tão importante ou mais do que o equipamento fotografico correto!  É justamente o comportamento na aproximação que vai lhe permitir fazer bons registros. a uma distância onde seu equipamento seja capaz de capturar detalhes. Muitas pessoas acham que com uma lente super-tele pode ficar bem longe e conseguir boas fotos, enaganam-se, quando estamos fotografando vida selvagem a aproximação é importante para garantir os detalhes na foto capturada e quanto mais próximo do assunto melhor, mais detalhes!
Pensando nisso temos que ter em mente como se comportar em uma saída fotografica para fotos de natureza, se confundir com o ambiente é um dos primeiros passos e para isso é fundamental usar roupas adequadas, calça, boné ou chapé, camiseta de manga longa de preferência e em tons pastéis nas cores verde, marrom, bege e similares e evitar cores vibrantes como vermelho, amarelo, azul, verde limão, branco e outras que destoem do ambiente, o calçado também é importante para proteção já que o ambiente pode oferecer animais peçonhentos, portanto uma bota de borracha (mais indicada para região de brejo) ou então um tennis de couro modelo cano longo com uma perneira é fundametal.
O segundo passo é o silêncio e a atenção, fundamentais para o avistamento e a aproximação.
O silêncio é preciso pra não ser denunciado para as aves e possíveis outros animais, se qualquer espécie notar a presença de algum intruso irá disparar um alarme denunciando a sua presença, dificultado as coisas, então evitar falar/conversar a menos que seja realmente preciso e se assim for de forma discreta.

Ser paciente, praticar muito, perseverar, ter conhecimento técnico (o básico da fotografia), conhecer um pouco dos hábitos das aves e talvez um pouco de investimento são extremamente necessários para se conseguir uma boa foto, com qualidade muito além de um simples registro.
A foto deve ter um bom enquadramento e o assunto ocupar boa parte do quadro, claro que algumas aves são pequenas e não será possível preencher o quadro

 O assunto deve condizer com o meio em que vive, procure sempre se posicionar de maneira a compor os planos deixando o fundo “limpo” e representativo dentro do contexto
 Os detalhes após a captura/edição devem ser revelados de forma precisa, muitas vezes me deparo com fotos “sem nitidez” ou mesmo sem um foco bem definido sobre o argumento de que foi “muito rápido” e não houve tempo para “caprichar” ou então que é apenas um registro
 Os planos devem estar bem definidos,  o primeiro ou o segundo plano deve ser composto com um DOF suave para formar um “pano de fundo” para o assunto principal se destacar e não ficar perdido em meio a muitas informações.