quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Flash externo

“Não é porque você tem uma luz sobrando no estúdio que é obrigado a usá-la”
O flash externo, ou flash eletrônico de estúdio, tem muitas vantagens sobre o flash embutido na câmera: não apenas é mais potente como é totalmente controlável através de seus próprios ajustes de energia, intensidade de luz e refletores. O flash eletrônico é o sistema de iluminação artificial mais evoluído que existe, e cada vez tem se tornado mais sofisticado e mais fácil de usar. É um dispositivo que revolucionou a fotografia, e atualmente é uma arma de trabalho dos fotógrafos profissionais.
Assim como todos os equipamentos de fotografia, você deve saber usar bem o Flash para ter resultados positivos. O mau uso dele pode acabar com suas fotografias! Além de ser necessário alguma noção básica de iluminação, aqui vão algumas dicas de como, quando e onde usar o Flash externo.

Muito usado em dias ensolarados. Ao se fotografar uma pessoa à luz do sol, aparecem sombras em seu rosto, ou a pessoa fica sub-exposta devido à contra-luz. Neste casos,  o flash é usado para iluminar essas áreas sombreadas e para equilibrar a exposição da cena.
Para contornar esta limitação, alguns flashes possuem uma função chamada "High speed synchro", que permite ao fotógrafo utilizar velocidades bem acima da velocidade de sincronização padrão, como em fotografias ao sol ou fazendo flash de preenchimento, por exemplo. Nestes casos, o obturador não estará completamente aberto no momento do flash, então este é disparado diversas vezes seguidas (visualmente imperceptível) para que sua luz atinja todo o sensor.

Muitos bons fotógrafos iluminam demais, usando luzes que preenchem as sombras uma da outra. Mas não é porque você tem uma luz sobrando no estúdio que é obrigado a usá-la. Se precisar de mais luz, o melhor é incluir um flash novo de cada vez e aumentar a iluminação pouco a pouco.

Para usar qualquer tipo de flash, seja portátil, acoplado á câmara, de estúdio e outros, temos que primeiramente observar a sua velocidade de sincronismo. Este sincronismo refere-se ao intervalo de tempo entre a abertura do obturador e o disparo do flash. Ambos devem acontecer exatamente no mesmo momento. Para isto, necessitamos de uma velocidade específica que dispare o flash no exato momento em que o obturador esteja totalmente aberto para atingir o pico máximo de luz.
Para qualquer flash, devemos observar a velocidade de sincronismo, que se refere ao intervalo de tempo entre a abertura do obturador e o disparo do flash. É preciso uma velocidade que dispare o flash no momento em que o obturador esteja totalmente aberto para capturar o máximo de luz.
Caso você ajuste uma velocidade mais rápida que a velocidade de sincronismo, a foto sairá parcialmente tampada pela cortina do obturador. Então, a velocidade de sincronismo é a velocidade máxima na qual podemos operar ao utilizar o flash. Em câmeras SLR, geralmente, esta velocidade está em torno dos 1/200s.

Algumas câmeras 35mm têm um flash embutido ou podem ser ligadas a um flash especial, formando um sistema conjugado. Ligue o flash, focalize e faça a foto. A câmera e o flash, juntos, regulam automaticamente a exposição. As câmeras com flash embutido dependem do índice ISO marcado na câmera. Quando o flash é separado, pode ser necessário marcar a sensibilidade do filme num dial do flash.
 Existem câmeras que funcionam automaticamente com qualquer flash, desde que você siga as instruções e faça, previamente, as regulagens necessárias, como indicar o modo de operação do flash ou o número-guia. É importante focalizar cuidadosamente para obter fotos nítidas e uma exposição correta. (A focalização controla também a abertura do diafragma).
Ao trabalhar com flash em estúdio, você sempre terá mais controle sobre sua configuração. Se for necessário, regule a velocidade recomendada pelo manual da câmera para flash eletrônico. A velocidade do obturador não influi na exposição, uma vez que a duração do flash é, geralmente, 1/1000s ou menos. No entanto, o uso de velocidades altas produzirá fotografias parcialmente expostas com obturador de plano focal ou subexpostas com um obturador de Íris.
Cada tipo ou modelo de flash tem uma potência, um poder de iluminação. Esta medida é o número guia, indicado no manual do seu flash, para filmes de ISO 100.
Em outras palavras, a luz que parte do seu flash se espalha e chega até o assunto com maior ou menor intensidade. Portanto, toda vez em que a distância se altera, é necessário alterar o diafragma para uma correta exposição.

Os flashes automáticos projetados para operar com qualquer câmera são comandados por fotocélulas. Ao regular o índice ISO no flash, e escolher um diafragma e um modo de operação correspondente, a fotocélula passa a controlar a quantidade de luz emitida pelo flash, medindo a intensidade de luz refletida pelo assunto. Para cada combinação diafragma/modo de operação, a fotocélula pode controlar o rendimento do flash numa determinada faixa de distância. Para operar corretamente este tipo de flash, leia com atenção o manual de instruções.

O flash leva algum tempo para ficar pronto para a próxima foto (tempo de recarga). A lâmpada-piloto acende quando o flash estiver carregado. Quando a lâmpada-piloto demorar muito para acender, troque as pilhas.
Luzes de fundo serão necessárias para preencher o fundo sem interferir com a luz principal. O jeito mais básico de criar um fundo liso é usar papel branco de rolo sem emendas, formando um fundo infinito. Com um flash automático (com fotocélula), você decide a faixa de distâncias necessárias e o modo de operação do flash, e então regula a abertura. Nas câmeras mais modernas, é usado o flash sensalite, que mede a distância e a luminosidade do ambiente e regula o disparo do flash automaticamente. O flash garantirá uma exposição correta para tal. Marque a sensibilidade do filme no flash.
Cada flash tem um número guia, uma potência diferente. Para facilitar o manuseio, cada tipo ou modelo vem com seu respectivo número guia impresso em seu manual. Ou, com uma tabela de Distancia x Abertura, impressa no próprio corpo ou no visor de cristal liquido do flash. Observe-a com cuidado para conseguir a exposição correta.
“O tipo de flash e o controle de luz necessários normalmente dependem da experiência do fotógrafo”