terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Como usar o flash

Dicas de fotografia sobre flash
Talvez a primeira coisa a saber sobre a fotografia com flash é que ela é compatível com a luz natural e autenticidade. Às vezes, o flash é usado do jeito errado: todos já viram fotos com olhos vermelhos ou iluminação dura e sombras escuras. O flash direto pode ser bom para um paparazzo ou para os fotógrafos de jornal, quando o brilho de um flash pode servir como um holofote acusador, mas hoje muitos fotógrafos o usam com parcimônia, e não como seu modus operandi. Se bem usado, assim como uma boa edição.

A luz do seu flash precisa se refletir fisicamente de volta do objeto para fazer alguma diferença no resultado final da sua fotografia.

Um flash não ilumina cenas distantes, como jogadores em campo quando você está sentado na arquibancada.
O flash deve ser quase imperceptível. Seu objetivo e sua contribuição na pratica é apenas acrescentar luz suficiente para fazer com que o objeto pareça mais normal.
O flash precisa bater e voltar
Um erro comum na hora de usar o flash é a idéia de que a luz atingirá os objetos distantes. Todos já vimos flashes pipocando na fila do gargarejo nos estádios, pois as pessoas o deixam o tempo todo ligado, ou sua câmera percebe que não há luz suficiente, disparando o flash automaticamente. Mas as unidades de flash só funcionam quando são potentes o suficiente para alcançar o objeto fotografado e refletir de volta até o sensor.
Se o flash embutido é uma digital está ajustado em sua maior sensibilidade, ISO 3200, a luz é eficiente por até 20 metros. Com um ISO médio, como 200, a distancia cai para te 4 e 6 metros. Um flash embutido tem a desvantagem de ser imóvel. A maioria dos fotógrafos sérios usa unidades independentes, que não só são mais potentes, mas também podem ser posicionadas em ângulos e distâncias diferentes.
Mantenha o seu flash sempre a mão. Um pequeno toque de flash eletrônico pode dar brilho ao olhar de uma pessoa ou cor a uma cena sem graça.

Captar as asas de um beija-flor é o santo graal dos fotógrafos de stop motion. Provavelmente esta foto foi tirada à luz do dia,um flash ajustado num piscar de olhos – talvez 1/8000 segundo – para captar o momento.
Como controlar o flash
O flash eletrônico é um aspecto da fotografia digital que não foi internalizado na câmera com sucesso. Seus resultados não podem ser previstos a tela de LCD ou de maneira precisa. As unidades embutidas são boas para fotos casuais dos amigos e da família, mas tem abrangência e potência limitadas. Um flash acoplado na “sapata” da câmera ou do flash individual podem oferecer mais potência e controle. Mas usar o bom flash eletrônico – obtendo imagens com aparência natural – é complicado. Quase todo mundo precisa ler os manuais oferecidos pelos fabricantes da câmera e do flash. Fazer experiências com o flash era árduo com as fotografias a base de filme por causa dos cálculos matemáticos e do longo tempo de revelação. As câmeras digitais só eliminam esses problemas em parte.
 Rebater o flash
Uma unidade independente pode rebater a luz em tetos, paredes e refletores, fazendo com que ela pareça mais natural – mais suaves e com menos sombras. Também é possível acabar com as cores duras do flash com uma capa difusa encaixada na janela do flash o simplesmente com um lenço de tecido ou papel na frente dele. Se houver tempo, luzes secundárias conhecidas como “unidades escravas”, baratas e sem fio, disparadas pelo flash “mestre”, podem oferecer luz de outras direções. Elas podem dar profundidade extra para um retrato – por exemplo, ao fazer a contra luz no cabelo do retratado.
Outro problema chato do flash é o primeiro plano brilhante e o fundo preto, que muitas vezes ocorre por que ele expôs corretamente o objeto mas não refletiu de volta o restante do quadro. Uma velocidade mais lenta congela o objeto dentro do tempo de exposição do obturador, enquanto os detalhes e as cores do fundo preenchem o quadro com luz ambiente.



Um flash único e direto pode produzir uma aparência dura (acima, 
à esquerda). O flash colocado longe da câmera (acima, à direita) pode funcionar melhor. 
Não há apenas um f-stop que irá oferecer a exposição correta do flash. A cada f-stop, a exposição correta a certas distâncias.
Rebater o flash no teto (acima, à esquerda) ou na parede (acima, à direita) Muitas vezes produz uma luz com uma sensação mais natural. Mark Theissen
Flash de preenchimento
Flash de preenchimento é a luz que ilumina um objeto próximo que sem ela ficaria escuro em relação ao resto da cena. Isso exige cálculos de dois ajustes:
O flash ajustado para expor de maneira correta a determinada abertura.
A velocidade do obturador calculada para expor corretamente, de acordo com o fundo ou luz natural naquele ajuste de abertura.
Se bem aplicada, a luz de preenchimento não é intrusiva. Não se deve perceber que foi usada. Para isso, Para isso o flash não deve estar em potência máxima. Muitas DSLRs tem opções de ajuste por meio das lentes (TTL – though the lens), acessíveis pelo ícone de “exposição de flash”, que controla a quantidade de luz gerada. Algumas também tem um backeting de exposição de flash, que faz três fotos sucessivas de diferentes potências. As mais avançadas tem um modo “flash de preenchimento” automático.
É importante saber com qual velocidade do obturador a câmera sincronizará a unidade de flash 1/60 ou 1/25 são as mais usadas. Se ela não dispara enquanto o obturador está aberto, nada de foto. Como essas velocidades de sincronização são lentas, os profissionais costumam diminuir o ajuste de ISO para a imagem não ficar superexposta.
Para criar uma quantidade de luz agradável, use um fotômetro para garantir que a luz principal seja duas vezes mais brilhante que a luz de preenchimento.

Sob luz natural, áreas de sombra escurecem (à esquerda). O flash (no centro) ajuda mas o de preenchimento (à direita) mantém o sol como fonte primaria e traz uma correção mais sutil.

Ao criar um retrato contemporâneo, com ares de pintura renascentista, o fotógrafo usou flash de preenchimento para dar mais nitidez aos detalhes desta fazendeira e sua cesta de verduras, mantendo as montanhas ao longe fora de foco.