quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Como não errar em fotos de parques e jardins

Fotografar o tema pode parecer fácil, pois não há dificuldade aparente. Mas exige cuidado técnico e um bom olhar. Confira

O mundo dos parques e jardins, muito rico e variado, oferece ao fotografo a oportunidade de trabalhar com todos os tipos de imagens: plátanos abertos, grafismo ou macro, rigor dos jardins à francesa, exuberância dos jardins à inglesa, combinação de cores, flores, frutas, arvores, pesquisa sobre luz de acordo com a hora do dia, a estação, o tempo, uso da grande angular ou da teleobjetiva, profundidade de campo ampla ou curta... Tudo o que é preciso para realizar uma porção de imagens variadas em um só lugar.

A foto de jardins, que pode parecer fácil, na realidade é setor de especialistas. No ramo profissional, são poucos os eleitos, assim como em foto industrial, e ao contrario do fotojornalismo ou de esportes, o tema não apresenta dificuldades de aproximação que permitiram justificar falhas ou erros técnicos. Mas é preciso saber como fazer certo.

Enquadramento, nitidez, profundidade de campo e domínio da luz são alguns dos critérios que podem demonstrar a competência ou não do fotografo e levar vários iniciantes a restringir a exibição de suas imagens ao circulo familiar em vez de confrontá-las com a de outros fotógrafos amadores ou profissionais. Expor-se à critica, mesmo que rigorosa, é um bom caminho para aprimorar a qualidade do seu trabalho.
Sem falha
O critério de qualidade técnica é primordial, mesmo para quem quiser tratar o tema pelo lado “artístico”: o desfoque proposital, por exemplo, não pode ser confundido com a falta de nitidez devido a um mau uso do equipamento. A dica é procurar o equipamento mais moderno, mas sim usar a capacidade máxima da sua câmera para evitar qualquer critica técnica.

Caso a sua objetiva grande angular esteja dando resultados fracos nos cantos da imagem quando usada na abertura máxima, feche o diafragma, use um tripé e espere um momento em que o vento não mexa com as flores e folhagens para evitar um desfoque de movimento.
A iluminação natural do inicio e do final do dia é a melhor para fotografar, produzindo uma luz suave, com sombras pouco duras e até belas situações de contraluz. Contudo, muitos fotógrafos consideram que, além do sentido da luz, não há muita diferença entre esses dois momentos. Estão errados para fotografar parques, é a luz da manhã que mais vale: com o passar do dia, o vento levanta poeira, deixando o céu e os elentos afastados mais brancos, além de resultar em uma coloração mais amarela, o que não valoriza as plantas. As horas centrais do dia entre 12h e 16h são piores para esse tipo de fotografia, a luz intensa provoca sombras duras e excesso de contraste entre luz e sombras.
Grafismo vegetal
Tratar o tema dos parques e jardins pode parecer uma tarefa muito ampla. Por onde começar? A dica é criar surpresas, rupturas rítmicas e de tonalidades: o aborrecimento vem da uniformidade. Elas não precisam ser o centro das atenções! Brincar com elas em segunda planos deixando outro assunto em evidência pode ser um jeito bacana de  compor uma cena. Mas não se esqueça de enriquecer a cena com cores, busque explorar as mais variadas composições de cores em sua fotografia. Qualquer lente pode ser utilizada na fotografia de flores, da lente ultra-larga do ângulo (17mm), à lente do super-telephoto (300mm ou 400mm), mas se você é sério sobre a fotografia da flor do close up, compra uma lente macro. Experimente fotografar as flores com dupla exposição. Essa experiência pode ser feita com as melhores flores só que em distâncias diferentes.

Outra alternativa é reduzir o máximo possível a profundidade de campo para apelar para o lado sensitivo, a emoção, o imaginário, usando o desfoque, brincando com as cores. Embora esse tipo de imagem não seja o mais indicado para profissionais, cujo trabalho consiste em ilustrar matérias ou catálogos onde o observador precisa reconhecer todos os elementos, o entusiasta ou o artista tem plena liberdade de aproveitar a técnica.